sábado, 11 de julho de 2009

Harry Potter e o Cálice de Fogo




Harry Potter e o Cálice de Fogo
Harry Potter and the Goblet of fire
Inglaterra/EUA, 2005
Suspen
se/Ação, 157 min.

Direção
: Mike Newell
Roteiro: Steven Kloves

Elenco:
Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, James Phelps, Oliver Phelps, Bonnie Wright, Jeff Rawle, Robert Pattinson, Jason Isaacs, Tom Felton, Stanislav Ianevski, Robert Hardy, David Tennant, Katie Leung, Robbie Coltrane, Michael Gambon, Devon Murray, Warwick Davis, Frances de la Tour, Angelica Mandy, Clémence Poésy, Maggie Smith, Alan Rickman, Brendan Gleeson, Ralph Fiennes, Miranda Richardson, Gary Oldman.


Em novembro de 2005, chega às telonas o quarto filme da série Harry Potter, sob a direção do inglês Mike Newell, o terceiro diretor diferente a passar pela série. O enredo trata de um ano atípico na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, pois ela será sede do Torneio Tribruxo, que envolve alunos de duas outras escolas bruxas, além de Hogwarts. No meio disso, coisas estranhas começam a acontecer com Harry. Ele passa a ter pesadelos esquisitos, e é escolhido para participar do Torneio, o que deveria ser impossível, já que é menor de idade. Isso tudo ajudando a aumentar a sombria atmosfera que se cria pela possível volta de Lord Voldemort. Há também muitos atrativos no filme, como a Copa Mundial de Quadribol e o Baile de Inverno, muito aguardados pelos fãs.
Harry Potter e o Cálice de Fogo é, provavelmente, o mais divertido de se assistir da série. São 2 horas e 37 minutos que passam voando. A seqüência de eventos importantes prende a atenção de quem assiste, sem confundir nem entediar. Nesse ponto, créditos para o roteirista Steven Kloves (que aparentemente errou na dose em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) e para o diretor Mike Newell. Este é uma das boas novidades do filme. Diretor de Quatro Casamentos e um Funeral e O Sorriso de Monalisa, Newell foi muito importante para esse filme. Ele ajudou muitos dos atores a ter mais naturalidade em suas cenas, isso nós podemos acompanhar nos bastidores. É o estilo de diretor mais participativo, que não só diz o que fazer, mas às vezes também mostra como fazer. Também mostrou que sabe trabalhar bem com atores adolescentes, e isso se reflete no filme, que pela primeira vez na série aborda mais a problemática jovem, expondo os alunos da escola a situações mais próximas do nosso cotidiano. Afinal, apesar de bruxos, eles são jovens como quaisquer outros que conhecemos. Isso rendeu muitas cenas divertidas. E aí está mais uma qualidade do diretor, qual seja saber montar cenas bem-humoradas e, mais que isso, tornar o filme agradável, um filme que todos queiram ver.
O quarto livro da série Harry Potter, no qual se baseia o filme, possui um enredo bastante longo, o que representa uma grande dificuldade para a adaptação. Mas nesse caso específico podemos dizer que o saldo é positivo, pois o livro possui muitas partes não muito importantes e que poderiam tornar o filme desinteressante. Ressalve-se que o filme poderia ser mais explicativo no que diz respeito à história de Bartô Crouch Jr. (David Tennant) e mais detalhista em relação ao desenrolar de alguns fatos atinentes à trama principal, o que significaria incluir alguns personagens que ficaram de fora, como a elfa doméstica Winky. Mas, de um modo geral, podemos dizer que a adaptação obteve êxito, pois os fatos mais importantes foram mantidos, e as alterações que ocorreram encontram nexo dentro do próprio filme, o que é mais importantes. Analisando dessa maneira, é inevitável a pergunta: por que Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban não conseguiu o mesmo sucesso em termos de roteiro, sendo que sua adapatação era teoricamente mais fácil por ter um enredo bem menor? Boa pergunta. Daí podermos dizer que o quarto filme é um exemplo de boa adaptação de um grande enredo para o cinema. David Yates deveria ter aprendido a lição quando foi fazer o quinto filme. Mas isso é história para os próximos capítulos...
Nesse filme, também é perceptível uma boa melhora no trio principal de atores. Daniel Radcliffe pode não ser um ator espetacular, mas é bem esforçado e, assim como dizem todos que trabalham junto com ele, parece muito dedicado no que faz. Além do mais, para o papel de Harry Potter ele está bem demais. O personagem já está incorporado nele, mas nada se pode presumir do seu futuro pós-Harry. O papel de Rupert Grint cresce um pouco nesse filme e sua atuação é regular, assim como nos outros filmes. Emma Watson ainda dá mostras de ser a mais talentosa dos três, mas sua atuação tem ficado bastante repetitiva no decorrer dos filmes. Os veteranos Michael Gambon, Robbie Coltrane, Maggie Smith e Alan Rickman estão, mais uma vez, excelentes em seus papáeis. Faço apenas uma ressalva à atuação de Michael Gambon, com relação à cena em que ele avança furioso em direção a Harry, após este ser escolhido pelo Cálice de Fogo para participar do Torneio Tribruxo. Dumbledore não deveria se exaltar, ele permanece sempre calmo e sereno. Quanto aos novatos Robert Pattinson (Crepúsculo), Stanislav Ianevski e Clémence Poésy, digamos que no filme eles nem precisam falar. Eles estão lá mais para ser vistos, é a imagem deles que importa, os olhares, os gestos. São ícones. Brendan Gleeson é uma boa adição à série e está perfeito no papel do professor Olho-Tonto Moody. Mas o grande destaque entre os atores é Ralph Fiennes, que interpreta o tão ansiosamente aguardado vilão Voldemort. Ele só aparece em uma cena, no final do filme, mas é o bastante. É um personagem difícil, mas parece ter sido feito para Fiennes. Ele cria todo um gestual para o personagem e o que mais chamou atenção (inclusive de quem o convidou pra o papel) foi o seu olhar penetrante e cruel. Podemos dizer que Ralph Fiennes ajudou a criar a imagem de Voldemort na mente de muitos leitores.
O filme também contou com os melhores efeitos visuais da série até então. Isso é provado em diversas passagens do filme: o gigantesco e sem precedentes estádio da Copa do Mundo de Quadribol, o feroz dragão Rabo-Córneo Húngaro, o labirinto, a surpreendente cena no lago, etc. Como tradição da série, destaque também para os cenários e para a Direção de Arte como um todo. Além disso, a fotografia melhorou muito em relação ao terceiro filme. A trilha sonora, pela primeira vez, não ficou a cargo do consagrado John Williams, por problemas de calendário. Patrick Doyle o substituiu.
Harry Potter e o Cálice de Fogo arrecadou US$ 895 milhões pelo mundo todo, sendo a maior bilheteria de 2005 e a 12ª de todos os tempos. Concorreu ao Oscar de Melhor Direção de Arte, ao BAFTA de Melhores Efeitos Especiais, Melhor Maquiagem e de Melhor Desenho de Produção, do qual foi vencedor. Da série, é filme que melhor soube superar as dificuldades da adaptação, mostrando equilíbrio entre fidelidade à obra original e originalidade. Mike Newell fez um filme não só para fãs, mas para todos gostarem. Diante desse contexto, é realmente uma pena que ele não tenha voltado no quinto filme. Coisas do cinema.

2 comentários:

Beatriz disse...

Concordo qnd tu fala sobre o terceiro filme que não teve o mesmo sucesso na adaptação qnt o quarto! realmente ¬¬' :/ vamos ver o que vai acontecer nesse 6º! estou ansiosa para a crítica do quinto! muito mesmo ;P amo vcs ;@

jonas disse...

Cara, não sendo um "profundo" conhecedor de Harry Potter ,só posso falar pelo lado de quem conhece a história pelo cinema, pois tipo os filmes naum são um concurso pra quem adapta melhor os livros ,achei a série interessante no q trata de efeitos especiais q na minha opinião eh o q tem de melhor juntamente com o enredo, mas tipo pra mim vale akela velha máxima q naum há melhor produtor de cinema do q nossa imaginção entaum não há como compararmos os efeitos q nossa mente produz quando lemos um livro com os limitados efeitos a q nossa modestíssima realidade pode xegar!!!! P.S. eu amo essa pessoa q comentou aki em cima hehehehe

 
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