domingo, 8 de novembro de 2009

Michael Jackson's This Is It



Michael Jackson's This Is It

Michael Jackson's This Is It
EUA, 2009 - 112 min
Documentário / Musical

Direção: Kenny Ortega

Elenco: Michael Jackson, Kenny Ortega, Alex Al, Nick Bass, Michael Bearden, Daniel Celebre, Mekia Cox, Misha Gabriel, Chris Grant, Judith Hill, Dorian Holley, Shannon Holtzapffel, Devin Jamieson, Bashiri Joh

A morte de Michael Jackson foi, sem dúvida, o acontecimento mais divulgado e comentado na mídia no ano de 2009. Até o Chuck Noland ficou sabendo que ele morreu. A nota mais dramática para os fãs é que o cantor tinha o início de sua última turnê agendado para o dia 13 de julho, 18 dias após sua morte. Ela seria composta de 50 shows em Londres que, segundo o próprio cantor, seriam suas últimas apresentações na cidade. O único consolo para os fãs veio em forma de filme: Michael Jackson's This Is It tenta dar o gostinho do que seria essa série de espetáculos do rei do pop.

A direção ficou a cargo de Kenny Ortega, também diretor da turnê. Ortega é um versátil profissional, que já dirigiu grandes shows (Michael Jackson's Dangerous World Tour, Michael Jackson's HIStory World Tour, High School Musical: The Concert), seriados (Gilmore Girls, Grounded for Life), filmes (Abracadabra, a série High School Musical), além de trabalhos como coreógrafo (Dirty Dancing, Curtindo a Vida Adoidado). Ele é também personagem do filme. Está sempre lá presente, orientando os músicos, ajustando a iluminação e, principalmente, trabalhando bem perto de Michael, satisfazendo cada pedido seu para que a apresentação saia impecável. Esse é um dos aspectos interessantes do filme, pois sempre se falou no perfeccionismo de Michael Jackson, mas nunca (com excessão dos making of de alguns videoclipes) o público havia tido acesso a essa relação entre ele e as pessoas com quem trabalha no processo de produção. Ele escolhe a dedo seus dançarinos e músicos, e cobra deles sempre o máximo, assim como de si próprio. O curioso é o modo como ele faz essa cobrança. Sempre muito gentil, cordial, mas sempre muito exigente. Frases como "essa nota deve ser mais longa" ou "você ainda não está tocando do jeito correto" sempre vinham seguidas de "eu digo isso por amor" ou "você vai chegar lá". E quando seus músicos conseguiam atingir suas expectativas, eram brindados com um "Deus abençoe vocês".
O Michael que vemos na tela traz consigo toda a afinação, a perfeição de movimentos e a intimidade com as músicas que o consagraram, mesmo depois de mais de uma década sem turnês. Ele não aparenta estar debilitado, mas notadamente se poupa nos ensaios, como ele próprio assume várias vezes. Se utiliza muito dos movimentos com as mãos, em detrimento dos pés, o que pode ser mais uma forma de se poupar.
Havia três fontes de filmagem dos ensaios: uma contratada para uso pessoal de Michael, outra para o teste dos telões e outra para o making of do DVD ao vivo de um dos shows. A maioria das imagens foi feita no Staples Center, em Los Angeles, local de seus últimos três ensaios, e também de seu velório.
Os efeitos visuais que seriam utilizados no show são da mais alta qualidade, de encher os olhos. Destaque para a multiplicação de dançarinos por computação gráfica e para a edição em tela verde que coloca Michael dentro do filme Gilda, de 1946.
O filme tem altos e baixos em seu decorrer. Há momentos muito empolgantes e outros um pouco entediantes. Mas isso está intrínseco à própria temática, pois ensaio envolve repetição, e repetição gera enfado a quem assiste. A duração também não ajuda. São quase duas horas de filme, o que se torna um pouco cansativo nesse tipo de filme. Mas é perfeitamente compreensível a vontade do diretor de utilizar cada minuto gravado durante os ensaios, visto que a principal importância desse filme é documental.
Aproveitando-se do grande apelo publicitário de que dispunha, o filme arrecadou US$ 32,5 milhões só nos primeiros cinco dias de exibição nos EUA. O sucesso fez com que o seu período de exibição, que era de apenas duas semanas, fosse prorrogado até o final de novembro.
Michael Jackson's This Is It guarda para a história os últimos momentos criativos de um dos maiores artistas de todos os tempos. Só isso já é justificativa suficiente para a existência do filme. Não bastasse isso, após assisti-lo, percebemos que é também o registro de uma turnê artística que prometia ser uma das mais grandiosas já realizadas. Se essa crítica houvesse sido escrita por Michael Jackson, ele provavelmente encontraria milhares de detalhes passíveis de melhoria. Mas quem vos escreve não é tão perfeccionista, e considera que o filme conseguiu cumprir razoavelmente com aquilo a que se propôs: consolar os fãs, homenagear o ídolo e registrar na história da música um capítulo que foi rabiscado, mas não escrito.

4 comentários:

Júlio Cézar disse...

Boa crítica! Assisti ao filme e gostei muito, pois mostra o grande artista que MJ era: perfeccionista, dedicado aos fãs, excelente intérprete e dançarino e, até certo ponto, uma pessoa simples.

Anderson Siqueira disse...

Monótono e feito para fãs. São cerca de 110 minutos que demoram a passar.

NOTA (0 a 5): 1,5
*

Adriano Martins disse...

Olá, Leonardo!

Valeu pela visita ao Cinemando! Quanto a proposta de parceria, podemos conversar através do email: cinemandoblog@gmail.com - Até mais!

Abraços e Bons Filmes!

Borboletas nos Olhos disse...

Pelas cenas que vi, pelos comentários que li, pela análise que faço: só para fãs ou os de mórbida curiosidade...

 
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