quarta-feira, 1 de julho de 2009

Harry Potter e a Pedra Filosofal



Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter and the Philosopher's Stone
Reino Unido/EUA, 2001 - 152 min
Aventura/Fantasia
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Steve Kloves
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Richard Harris, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Fiona Shaw, Ian Hart, Richard Griffiths, Tom Felton e John Cleese.

Sob o sugestivo slogan "A magia vai começar", teve início a série cinematográfica mais lucrativa de todos os tempos. Lançado em novembro de 2001, Harry Potter e a Pedra Filosofal é o 3° filme que mais arrecadou em toda a história, cerca de US$ 970 milhões, ficando atrás apenas de Titanic e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que arrecadaram mais de US$ 1 bilhão cada. Pelos menos nos números, o filme é uma fiel adaptação do livro, um dos maiores best-sellers do século XXI.
O enredo (se é que alguém não conhece) trata de um órfão que vive com tios que o maltratam, e que aos 11 anos descobre que é um bruxo. Também descobre que seus pais foram mortos por um bruxo maligno, Lord Voldemort, e que ele foi único que sobreviveu às suas maldades, e que por isso é muito famoso no mundo bruxo. Harry (Daniel Radcliffe) vai estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde conhece Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), que serão seus melhores amigos, além de Draco Malfoy (Tom Felton), seu grande rival. O ano de Harry na Escola é cheio de surpresas e descobertas, além de muito mistério envolvendo a lendária pedra filosofal.
A série Harry Potter é um grande desafio para qualquer roteirista. Mas podemos dizer que o primeiro livro é o "menos difícil" de adaptar para o cinema, pois é menor. Mas isso não tira o mérito de Steve Kloves e do diretor Chris Columbus, que foram fidelíssimos ao livro. Aliás, isso rendeu muitas críticas ao diretor por parte da imprensa, quando prometeu fidelidade ao livro. Ora, alguns podem até não gostar, mas isso é tudo que os fãs querem. Outro trunfo de Columbus para conseguir o posto de diretor do filme (desbancando nomes como Steven Spielberg e Rob Reiner) é a sua experiência com jovens atores, afinal ele dirigiu os dois primeiros filmes da série Esqueceram de Mim, além de Uma Babá Quase Perfeita. Foi também o roteirista de Gremlins e Os Goonies, e produtor de Um Herói de Brinquedo, O Homem Bicentenário e Uma Noite no Museu, entre outros. Pois é, o cara tem um currículo de respeito. Além do mais não sei se seria uma boa ter o Steven Spielberg como diretor desse filme, afinal a idéia dele era fazer um filme animado, com Haley Joel Osment dublando o Harry(!).
Falamos em trabalhar com jovens atores, e essa é uma das grandes dificuldades enfrentadas no filme. Mas foram boas as escolhas para os papéis principais. Além da semelhança física com a descrição dos personagens, os atores mais novos conseguiram, no mínimo, uma atuação razoável. Não se pode também exigir muito deles com tão pouca experiência. Daniel Radcliffe não é extraordinário, mas consegue dar conta da sua parte. A dublagem brasileira dele atrapalha um bocado. Quem assiste o filme legendado vê que ele não é ruim como aparentava na versão dublada. Rupert Grint se sai um pouco melhor. Mas quem parece ter mais intimidade com a atuação são os atores Emma Watson e Tom Felton (apesar de aparecer pouco). Quanto ao elenco adulto, é dos acertos do filme, que conta com alguns nomes consagrados, como o saudoso Richard Harris e Maggie Smith. Richard Harris está excelente no papel de Dumbledore, com toda a calma e o gestual característico do personagem. Desde a aparente fragilidade até a conhecida olhadinha por cima dos oclinhos de meia-lua, ele está exatamente como a descrição de J.K. Rowling. Destaque também para Robbie Coltrane e Alan Rickman, dois dos melhores atores do filme.
O filme é muito caprichado em cada mínimo detalhe. É um exemplo para muitos filmes que abrem grandes séries (vide Crepúsculo), pois o filme tem uma direção de arte espetacular, bela fotografia, figurino impecável e, principalmente, cenários grandiosos. O castelo de Hogwarts é uma maravilha do cinema atual. Os efeitos visuais também são bons (o trasgo, o quadribol), mas é claro que hoje eles não têm mais o mesmo impacto que tinham há oito anos atrás. Não podemos deixar de destacar também a trilha sonora, que virou marca da série. O compositor é John Williams, que também compôs as trilhas de filmes como Parque dos Dinossauros, O Resgate do Soldado Ryan, Tubarão, E.T., Amistad, Superman, e todos da série Indiana Jones e Star Wars.
Assim como o livro, o filme é um pouco infatil (nada comparado às Crônicas de Nárnia, obviamente), mas nem tanto. É um filme bom para a família. É bem longo para um filme desse gênero (2h32min), o que pode ser um pouco cansativo para alguns, mas é um preço a ser pago por se seguir à risca o livro. Para os fãs, nunca cansa.
Apesar de não ser um filme que tem a cara das grandes premiações, Harry Potter e a Pedra Filosofal recebeu algumas indicações: 3 ao Oscar (Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora), 7 ao BAFTA (Melhor Filme Britânico, Melhor Ator Coadjuvante - Robbie Coltrane, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Desenho de Produção, Melhor Som, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem), e uma ao MTV Movie Awards ( Melhor Revelação Masculina - Daniel Radcliffe).
Harry Potter e a Pedra Filosofal é um filme surpreendente para quem nunca ouviu falar e bastante satisfatório para quem leu o livro. Ele apresenta um série que tem potencial para mostrar muita coisa ainda. Sua missão é chamar a atenção de todos e fazer com que todos voltem os olhos para essa marca que surgia. Missão cumprida.

1 comentários:

Beatriz disse...

óóóótima crííticaaaaaa! :) tem muita coisa aí que eu não sabia, fico muito feliz por estar informada agr #]

 
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